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Mulheres em missão: 5 adventistas e seu legado missionário

  • Foto do escritor:  Ribamar Diniz
    Ribamar Diniz
  • 27 de ago. de 2025
  • 4 min de leitura

A mulher nasceu em missão: ser uma ajudadora idônea do homem.  Ser a mãe de todo ser vivente (Gn 2:18; 3:20). A mulher Maria foi escolhida para oferecer o útero que geraria o Filho de Deus. A mulher tornou-se um símbolo da própria igreja, desposada com Jesus.   Na história do cristianismo, muitas mulheres se destacaram. No adventismo também.


A missão de Ellen White (1872-1915) foi ser a mensageira do Senhor. Como profetisa da Igreja Adventista do Sétimo Dia, ela cumpriu fielmente seu ofício, recebendo 2 mil visões e sonhos proféticos. Seus livros se tornaram um arsenal de conselhos para o povo de Deus. Apesar da saúde frágil, tornou-se uma poderosa pregadora do evangelho. Embora tenha estudado pouco, escreveu 100 mil páginas. Embora fosse tímida, recebeu a inspiração divina. Suas visões trouxeram um novo entendimento sobre a mensagem bíblica em áreas ligadas à saúde, educação, família e religião, que impulsionaram a inauguração de hospitais e escolas, além de um maior apreço pelo amor de Deus. Seu legado, 110 anos depois, segue iluminando milhões de vidas.  Seu maior trabalho, porém, foi chamar a atenção para a Bíblia Sagrada, única regra de fé e prática para o cristão.


A missão de Flora Plummer (1862-1945) foi organizar e sistematizar a Escola Sabatina. Lorena Florence Plummer foi administradora de igreja, professora, autora e diretora da Escola Sabatina na Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia. De 1913 a 1936, Plummer foi diretora do departamento da Escola Sabatina da denominação. Ela escreveu inúmeras lições da Escola Sabatina para todas as idades, editou o Sabbath School Worker (1904-1936) e contribuiu regularmente para periódicos da igreja com dicas sobre a Escola Sabatina. Uma de suas contribuições duradouras foi a oferta do décimo terceiro sábado da Escola Sabatina para missões, ao final de cada trimestre. A iniciativa arrecadou milhões de dólares desde então e continua até hoje no Adventismo. Flora também escreveu muitos livros para professores, lições da Escola Sabatina para crianças e materiais diversos. A Escola Sabatina, a nível mundial, recebeu sua influência e tornou-se, de fato, uma escola missionária.


A missão de Jessie Halliwell (1894–1962) servir aos ribeirinhos da Amazônia. Poucas pessoas são chamadas a abandonar sua terra natal e viver em outro país. No caso de Jessie, ela mesma pediu para ser missionária. Vindo dos Estados Unidos ao Brasil, ela conheceu a aridez do nordeste e a umidade da floresta amazônica. Jessie foi uma mulher notável, em um Brasil em que as mulheres não tinham sequer direito a voto. Unida ao seu esposo, o pastor Leo Halliwell, Ellen inaugurou a Lancha Luzeiro I, em Belém. E esse pequeno barco tornou-se sua casa. Para os ribeirinhos, era um hospital. Todos os anos, os Halliwell singravam os rios amazônicos, atendendo os enfermos. Ellen pilotava, fazia partos, palestrava sobre higiene e bons hábitos, fazia curativos e auxiliava em diversos atendimentos. Seu amor era sentido pelos pacientes e associados. Ela ainda motivou Leo a iniciar uma clínica em Belém, que se tornou, anos depois, o maior hospital adventista da América Latina. Jessie foi a primeira mulher a receber a medalha Cruzeiro do Sul, por sua enorme contribuição ao nosso país. Em sua sepultura está escrito: “Ela viveu para servir”.  


A missão de Nercida de Ruiz (1921-2015) foi iniciar o Clube de Desbravadores na América do Sul. Atualmente, é a região com o maior número de clubes. São milhares de meninos e meninas de 10 a 15 anos, que aprendem a amar a Deus, à pátria e ao semelhante. O clube tornou-se, no mundo todo, o departamento que mais batiza, conserva e forma líderes na Igreja Adventista do Sétimo Dia.   Ela dedicou 20 anos de sua vida aos clubes de Desbravadores, e uma das dificuldades que enfrentou foi escolher um nome. No entanto, “Conquistadores” foi eleito por seu significado de conquistar o mundo para Cristo, fazer novos amigos e conquistar o Reino dos Céus. Esse nome estava em harmonia com o fortalecimento da vida espiritual das crianças por meio de atividades que as ajudariam a testemunhar Jesus. O primeiro clube começou no Peru, em 1955, com 40 membros. Graças à iniciativa de Nercida, hoje existem mais de 20 mil clubes de Desbravadores e Aventureiros na América do Sul. Sua maior missão é ir aonde Deus mandar.  


A missão de Iraci Castelo Cunha (1924-2004) foi educar e evangelizar o Ceará. Todos gostam de receber presentes. Menos pessoas partilhar presentes. Iraci decidiu dar um presente especial a Jesus: 300 igrejas. Parece muito, mas quando o coração está na missão, tudo pode acontecer. A maioria dessas capelas foi construída no Ceará. Para fazer isso, Iraci acionou seus ex-alunos do IAE. Iraci era extremamente simples, apesar de ter um diploma de doutorado. o que importava era sua missão, não os títulos. Eles enviaram doações. Ela organizou o Grupo Evangelístico Trezentos de Gideão em 1989. Seu sonho era evangelizar seu estado natal. Após aposentar-se, dedicou o restante de sua vida à evangelização e ao ensino da Palavra de Deus. Os Gideões são os colaboradores que, por meio de doações, permitem que este trabalho seja levado avante. Na primeira década, o grupo construiu 196 pequenos templos adventistas (total ou parcialmente) e levou ao batismo cerca de 10.070 pessoas. Após 30 anos, mais de 550 templos foram construídos ou reformados e cerca de 50.000 batismos foram realizados.

 

Ribamar Diniz é pastor, escritor e editor.

 
 
 

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